quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sonhei que nada podia escrever

Sem nada para fazer ele decidiu escrever sobre o que estava pensando, mas não estava pensando em nada.
A menos que... se se esforçasse um pouquinho... poderia pensar em alguma coisa. Talvez sonhos.
Sonhos. A realidade dos sonhos parecia real somente nos livros. Ninguém acredita nos sonhos. Por que eles mentem? Não. É tudo verdade. Mas eles enganam de um jeito maldoso, sem mentir, mas alocando realidades para criar uma não alcançável. Tudo o que ele sonha é verdade. Mas uma verdade também pode ser uma mentira. Estou acordado ou dormindo? É verdade ou mentira? Ele conhece verdades e até hoje todas elas mentiram, seja em sonho ou acordamento. Não estranhem a palavra, mas realidade não é o contrário de sonho, nem de nada.
E nada? Ele não tinha muito para escrever sobre nada, se bem que nada rende muito no mundo, principalmente no pensamento. No discurso também. E fica aquela confusão sobre de que nada estaria ele falando se nada é infalável e portanto se fala de tudo.
Achou estranho. Queria falar de nada e está falando de tudo. Tudo sempre se espremia na conversa. Intrometido.
Talvez melhor do que falar de nada seria falar nada, mas agora já tinha falado demais para voltar atrás. Mas não era falar, era escrever. Tudo errado.
Tudo.
Errado.
No fim o problema todo são as malditas palavras.

3 comentários:

Fernando Cordeiro disse...

Já dizia o Drummondzinho: "Mundo mundo vasto mundo se eu me chamasse Raimundo seria uma rima não uma solução. Mundo mundo vasto mundo mas vasto é o meu coração".
Aliás, já foi "visitá-lo"?

Fernando Cordeiro disse...

aliás, vc tá me tirando com essa florzinha que aparece do lado da foto, né?? hahahah
e que merda é essa de ter que provar que eu não sou um robô?

E eu sou o Batman olha a minha capa disse...

Sei lá... não tenho nem ideia.
Vou visitar o Drummondzinho... acho...